Os rins pararam
O coração palpita
Dama nobre de cobre vive onde Deus não sabe se habita.
Tuas rugas são como desenhos em teu corpo e face
Onduladas
Condenando sua pouca velhice.
Velha.
Velha de centenas de cheiros
Eu queria bolo
As cores de sua televisão
Seu filme contente para adormecer em seu cobertor.
Ela é dama de pose tropicália
Olhos chiques para lábios pequenos
E falava, falava, falava
Não era a demência
Nós ouvidos para ser platéia.
Um tanto filha
Para tanto mãe
Padecendo avó.
Dama do cais se fosse conto
Apenas o abandono de um navio que rumou para Larissa
Pés de operária e mãos de cetim
Fazendo sofrer
Sofrendo na mesma equivalência.
O coração parou
Cigarro segue aceso na piteira assim como a água esquentando para o café.
Ruínas da fé.
Mariinha para amenizas o peso de Maria Aparecidade
Nome de santa
Santa nada é.
Ela tossiu para alimentar os pulmões
Apito natural avisante de que a senhora estava viva.
Jamais soube.
O cheiro de sua casa me toma
Em qualquer espaço me invade a memória.
Essa mulher é louca
Mas alimenta meu coração num espaço sagrado.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
O Diabo me Adora.
Vacilo entre a noite quando me serpenteio entre possíveis paixões
Me atraco porém nada vejo no obscuro das tentações
Sou medianamente jovem de centenas de corações
Uma metade alucinados e outra metade tementes e devotos.
Caio na lama e banho de terra a pensar que posso ser flor
Não posso ser flor.
Houve dias em que retruquei ao entregar cartas de amor
Eu me pedi mas a ventania somente acalenta o corpo
Passa como passatempo e não retorna mais.
Amanteigo a dor e salgo o corpo depois de alguma frustração
Enxergo de repente pelos meus olhos arregalados e tão meninos
Os pais no cais distantes do meu país
E eu recrutando seres animados para em prazer ao meu encontro
Te conheci e te amo desde o agora até uma palavra fria
Me amarre
Não me crucifique pois o Diabo me adora.
A onda dos sonhos me conduz a diferentes nações
Ora aqui, ora em Amsterdã
Por vezes Carnaval, por séculos numa Ópera
Confesso que ontem amei alguém com tempo
E amarrei as estrelas em seus pés.
Feito sonâmbulo dei passos até o precipício pensante que iria voar
Não me atirei
Apenas escrevo cartas não entregues
A beira de explodir.
Me atraco porém nada vejo no obscuro das tentações
Sou medianamente jovem de centenas de corações
Uma metade alucinados e outra metade tementes e devotos.
Caio na lama e banho de terra a pensar que posso ser flor
Não posso ser flor.
Houve dias em que retruquei ao entregar cartas de amor
Eu me pedi mas a ventania somente acalenta o corpo
Passa como passatempo e não retorna mais.
Amanteigo a dor e salgo o corpo depois de alguma frustração
Enxergo de repente pelos meus olhos arregalados e tão meninos
Os pais no cais distantes do meu país
E eu recrutando seres animados para em prazer ao meu encontro
Te conheci e te amo desde o agora até uma palavra fria
Me amarre
Não me crucifique pois o Diabo me adora.
A onda dos sonhos me conduz a diferentes nações
Ora aqui, ora em Amsterdã
Por vezes Carnaval, por séculos numa Ópera
Confesso que ontem amei alguém com tempo
E amarrei as estrelas em seus pés.
Feito sonâmbulo dei passos até o precipício pensante que iria voar
Não me atirei
Apenas escrevo cartas não entregues
A beira de explodir.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Corpo de Cobra.
Eu vivia um rapaz.
Eu era um rapaz de olhos pontiagudos
De mãos carne em corpo de cobra.
Eu rastejava.
Soava veneno e afogava no próprio
ás vezes afogado e sem morrer.
Esqueci de mencionar: Mordia os próprios lábios.
Em face do que contenho não perdoo.
Sou vitimizado
mas atiro e acabo em mim
na cama
no suor
na poeira.
O ar cheira álcool em tanta gente disforme.
Em letras miúdas me aniquile antes do linguajar da inveja.
Artigo 006/atemporal: Todos possuem o direito de serem sujos e mal lavados em estado de consciência baixa.
Terminarei traído ou na lavagem do amor.
Corpo de cobra
por sobrevivência.
Eu era um rapaz de olhos pontiagudos
De mãos carne em corpo de cobra.
Eu rastejava.
Soava veneno e afogava no próprio
ás vezes afogado e sem morrer.
Esqueci de mencionar: Mordia os próprios lábios.
Em face do que contenho não perdoo.
Sou vitimizado
mas atiro e acabo em mim
na cama
no suor
na poeira.
O ar cheira álcool em tanta gente disforme.
Em letras miúdas me aniquile antes do linguajar da inveja.
Artigo 006/atemporal: Todos possuem o direito de serem sujos e mal lavados em estado de consciência baixa.
Terminarei traído ou na lavagem do amor.
Corpo de cobra
por sobrevivência.
Mañana.
Mañana és él día de las frutas
La partida de la tierra
Temprano paso a paso lejos de aquí.
Mañana és él día de las frutas
Un poco de hombre en la espalda
Un mucho de sangre en la cara porque mañana és él día de las frutas.
Padre sígue vivo en su baja soledad
Y ya estoy fuera de casa
Casa de los ángeles.
Para la sonrisa del Diablo las calles hablán
y de pronto en un domingo por la noche gritán
Son los niños del cielo negro.
Mañana és él dia de las flores
Desperté pero no crecí
Viejo soy en los dientes
La cara dice que voy a correr
No creo
Las frutas no revelan su óllor.
Mañana és él día de los dragones
No tenga la responsabilidad de tocar mi cuerpo
Mañana és él día de cualquier día porque és mi imaginación
Obra del día de mi mente
lejos de la cabeza.
La partida de la tierra
Temprano paso a paso lejos de aquí.
Mañana és él día de las frutas
Un poco de hombre en la espalda
Un mucho de sangre en la cara porque mañana és él día de las frutas.
Padre sígue vivo en su baja soledad
Y ya estoy fuera de casa
Casa de los ángeles.
Para la sonrisa del Diablo las calles hablán
y de pronto en un domingo por la noche gritán
Son los niños del cielo negro.
Mañana és él dia de las flores
Desperté pero no crecí
Viejo soy en los dientes
La cara dice que voy a correr
No creo
Las frutas no revelan su óllor.
Mañana és él día de los dragones
No tenga la responsabilidad de tocar mi cuerpo
Mañana és él día de cualquier día porque és mi imaginación
Obra del día de mi mente
lejos de la cabeza.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Adão e seus passos.
Eu escrevi:
De nada me serve um coração.
Estou louco
Meu refúgio é o casulo. Casulo de meu corpo vertebrado contestado no chão.
Agora sussurro:
O amor me corrompe. Traça suas curvas torturando cada veia.
Me emprestando a velhice
Causando rugas
Dormência nas mãos
Quietude das palavras imensuráveis.
É um homem que sou. É por instante uma mulher que me habita.
Sensibilidade comparada a estrume e divagada em pernas que não tremem e por estes par de íris que arborizam, levam mar, fazem oceano e jamais afogam em esfera um coração mundano de certos outros.
Adão
Seus passos até aqui.
Paraíso, desordem, um pouco de pecado.
Estendi a mão:
Leu-se seus descaminhos por entre caminhos
Adão despido.
Eu despido
O amor em trajes épicos.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Atua-te. Atua-me.
Um pedaço de filme sem revolução. Acabado. Excomungado. Desenfreado.
Observando o próprio prazer desconjunto falecendo em próprio peito, pois tudo é verdadeiramente meu.
Naquela era em que morri, morreu um céu, morreu uma terra. Uma praga invadiu e se fez só.
Estranhamente em pele encardida, lavei roupas, abandonei os anéis, mutilei o próprio órgão abortando o prazer de carne gozada. A ressurreição ejaculada em linha à morte enferma mansa.
Típico rapaz do sertão. Completo de modinha. Moído em palavras. Ventando como som expulso de seus tecidos.
Agora é somente uma bebida. Um devaneio. A estrada perigosa em face a olhos costurados em livros e na certa bíblia de lei própria. Suas desordens. Seus contatos. Pecados martirizados em luto, reconsciência em martelação ao erro.
Nasceu a droga e caminhava um certo rapaz, dividido sexualmente, onisciente da consciência má, mas era correto o seu jogo, a sua santa. Seus dedos caracterizados eram válidos até nascer o amor.
Atuei-me e morri de dor.
Jamais amor cresceu. Só soube de minha carne, sendo carne apodrecerei e as moscas farão festa, festa.
Era um rapaz típico. Era um moço. Era um velho eu em sementes separadas, dispostas em terras, inférteis num pobre pequeno lugar.
Soube de mim campo. Fez de mim mito popular. Caçou-me incessantemente, na cidade eu era animal, genial.
Era um moço de trágicas idades compartilhadas ao clima. Parado em seu sinal amando um amor ingrato. Reascendendo velas apagadas. Moço procissão de misérias e promessas. Buscou-te. Ameaçou-te em consciência pura. Matou-te em fantasia. Tanto vivido de amor, entre dois amoralmente desperdiçado.
O velho eu malandro de campo minado, o sujeito ferido de várias estrelas. Pedinte de cometas. Disfarçando comeres, planejando dizeres.
Embriagado, embriagando, achatado, gastado e furiosamente novo. Ele nasceu. usurpou-se
Provou do mel, adoeceu-se do veneno. Velho flor em andanças de fragrâncias complementares, desta terra aqui, deste lugar de lá. Da Amazônia contradição, do deserto insensatez.
Atua-te sem províncias. Atua-me descaradamente
Mandato tropical de arranjos novos, quereres constelares, dizeres suaves. Cara nova, tam pouca idade.
Adormecido num velho boi negro.
Feito diamante nos braços e alguém inexistente no real severo.
Atua-te. Atua-me
Despe-me como Bethânia.
Observando o próprio prazer desconjunto falecendo em próprio peito, pois tudo é verdadeiramente meu.
Naquela era em que morri, morreu um céu, morreu uma terra. Uma praga invadiu e se fez só.
Estranhamente em pele encardida, lavei roupas, abandonei os anéis, mutilei o próprio órgão abortando o prazer de carne gozada. A ressurreição ejaculada em linha à morte enferma mansa.
Típico rapaz do sertão. Completo de modinha. Moído em palavras. Ventando como som expulso de seus tecidos.
Agora é somente uma bebida. Um devaneio. A estrada perigosa em face a olhos costurados em livros e na certa bíblia de lei própria. Suas desordens. Seus contatos. Pecados martirizados em luto, reconsciência em martelação ao erro.
Nasceu a droga e caminhava um certo rapaz, dividido sexualmente, onisciente da consciência má, mas era correto o seu jogo, a sua santa. Seus dedos caracterizados eram válidos até nascer o amor.
Atuei-me e morri de dor.
Jamais amor cresceu. Só soube de minha carne, sendo carne apodrecerei e as moscas farão festa, festa.
Era um rapaz típico. Era um moço. Era um velho eu em sementes separadas, dispostas em terras, inférteis num pobre pequeno lugar.
Soube de mim campo. Fez de mim mito popular. Caçou-me incessantemente, na cidade eu era animal, genial.
Era um moço de trágicas idades compartilhadas ao clima. Parado em seu sinal amando um amor ingrato. Reascendendo velas apagadas. Moço procissão de misérias e promessas. Buscou-te. Ameaçou-te em consciência pura. Matou-te em fantasia. Tanto vivido de amor, entre dois amoralmente desperdiçado.
O velho eu malandro de campo minado, o sujeito ferido de várias estrelas. Pedinte de cometas. Disfarçando comeres, planejando dizeres.
Embriagado, embriagando, achatado, gastado e furiosamente novo. Ele nasceu. usurpou-se
Provou do mel, adoeceu-se do veneno. Velho flor em andanças de fragrâncias complementares, desta terra aqui, deste lugar de lá. Da Amazônia contradição, do deserto insensatez.
Atua-te sem províncias. Atua-me descaradamente
Mandato tropical de arranjos novos, quereres constelares, dizeres suaves. Cara nova, tam pouca idade.
Adormecido num velho boi negro.
Feito diamante nos braços e alguém inexistente no real severo.
Atua-te. Atua-me
Despe-me como Bethânia.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
A Crônica Secreta sobre Príncipes e Lobos.
Você é o encontro inesperado do mais antigo sonho. Teus olhos se aprofundaram nos meus numa noite qualquer.
Qualquer leveza das mãos era indício de afeto. Qualquer dedo faminto e aprisionador indiciava vontade, quis conversar sobre o tempo e suas desestruturações, sobre você e a evocação de suas ideias.
Porém teu corpo era presente, quase que por impulso não poderia controlar. Os lábios pediam mais cascatas de hormônios, mas a intensidade das palavras martirizavam.
Volta de Flores. Olhos de mel.
Doce envenenado que deixaria marcas, letal, proveniente do instinto animal, e me transformei em bicho para não morrer. Lobo talvez, para ser ardente. Inconsequente. Trovador. Me dominou e me certifiquei de minhas outras vidas.
Chega! Não! Chegue o príncipe, arrastado, queimado e suplicante. Me arrebate! Arranquei a punho firme meu coração, pulsante, em batidas velozes. Tome para teu mundo, esconda abaixo de teu travesseiro.
Não suportei os dias, sou animal, invada minha selva, vou bater às portas de teu reino, completamente despido, arranhado e pedinte. A pedir que me banhe, que me trate como jóia rara. Parte integrante de teu mundo dourado. E me beijes, e beijarei a ti até que lábios teus sangrem.
A gente se cuida a ferida.
O teu reino me abriga e o tempo vence. Vence como relâmpago, e ao encostar a cabeça, e quando os braços se fecham em teu peito. E o corpo vira parte de mar. Concha bela perdida na areia que é a estrutura de toda a beleza marítima, e desperto por um minuto para prensar e realçar o dourado da concha.
O príncipe que principia a paixão fixa e fervorosa. O lobo que uiva calmamente para o encontro.
sábado, 8 de setembro de 2012
No dia em que apaguei as Luzes
Traição.
Esconde a mim ao encontro de ti. Tinando a linha para o encontro de poços fundos, eu mais você.
Desespero em teu fardo na obscuridade de não se enxergar, marmelar, mistificar. Descaracterizado, ao meu corpo inteiramente enfrentado.
Gente demais em muita luz, demasiada cruz
Ao mundo que se seduz e não nos permite estar nus.
Moscas enfeitadas em ronda ao café, tome a fé
Mergulhe o teu pé no meu solo, meu barro, meu espaço.
Cale-se em obediência ao corpo
Em conversação da alma
Beije-me maravilhosamente sem tempo e sem antecedente.
Deslize a palma sobre minha cor
Neste escuro, feito incolor.
Torpor. Despido de roupas, trouxas, bruxas foscas. Acalantos. Calma boa
A bagagem têm seu peso e deixe-a distante de nós. Nós nos convém, que se venerem e nos prenda, sem prenda.
Toda flor
Palavras imensas.
Massacrando em degustação de não luz. Sem prece. Vida breve.
Romance malabares
Ser outro no depois, o agora é um, sem amanhã ser dois
Invada-me
Fala-me
Santidade à minha devoção.
No dia em que apaguei as luzes ofuscamos as estrelas.
Esconde a mim ao encontro de ti. Tinando a linha para o encontro de poços fundos, eu mais você.
Desespero em teu fardo na obscuridade de não se enxergar, marmelar, mistificar. Descaracterizado, ao meu corpo inteiramente enfrentado.
Gente demais em muita luz, demasiada cruz
Ao mundo que se seduz e não nos permite estar nus.
Moscas enfeitadas em ronda ao café, tome a fé
Mergulhe o teu pé no meu solo, meu barro, meu espaço.
Cale-se em obediência ao corpo
Em conversação da alma
Beije-me maravilhosamente sem tempo e sem antecedente.
Deslize a palma sobre minha cor
Neste escuro, feito incolor.
Torpor. Despido de roupas, trouxas, bruxas foscas. Acalantos. Calma boa
A bagagem têm seu peso e deixe-a distante de nós. Nós nos convém, que se venerem e nos prenda, sem prenda.
Toda flor
Palavras imensas.
Massacrando em degustação de não luz. Sem prece. Vida breve.
Romance malabares
Ser outro no depois, o agora é um, sem amanhã ser dois
Invada-me
Fala-me
Santidade à minha devoção.
No dia em que apaguei as luzes ofuscamos as estrelas.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
No tempo em que fui Mar
Fui canção da civilização em um nascer de vida longa.
Nas águas remotas clareando a areia no passo de borrar os escritos passados.
Noite ancestral no ritual das cabeças pensantes, seus corpos endiabrados desnudos em mim, meramente água deste mar, bom, mar.
Dia astral ao lamber seus dedos cansados, lavanda e lavados, à cerca dos peixes e de qualquer vida afogada na profundidade de mim
Barquinhos e constelações em pesca ou refúgio
Descobrimento ou simples penetração de minhas leves ondas
E se chove são nefastas as lamúrias de minhas faces obscuras águas para um céu gris e pouco abençoado
Para sempre no passado presentemente no banhar do futuro. Inundo vivamente em prantos as mesquinharias terrenas.
Desdenhando a lua. Silêncio! Pausa na montanha de fala
Estou amamentando por meu seio imensidão o naufrágio que é ser vida, virá a ser vida, em prazer vida.
Morrem os desgostos e nascem as nadadeiras
Aproxima-se a hora do sol, de meu amado refugiado, acalentando-me com cores vivas e ilusoriamente amarelas
Ele veio beijar a mim, em meus mil lábios escondidos na transparência de minha pele água.
Surge o novo sem ideia e centenas de carnes reprimidas se banham em mim. Vá Sol!
Exausto estou e farto de visitas vazias. Se furioso me encontro, meus dentes ondas mordem suas colunas vertebrais.
Sujo me encontro no agora, são os tais sentimentos podres que caem sobre o eu ser mar nesta época
No tempo em que fui mar
Não sentia sede
Sensações diversas desaguavam em mim.
Nas águas remotas clareando a areia no passo de borrar os escritos passados.
Noite ancestral no ritual das cabeças pensantes, seus corpos endiabrados desnudos em mim, meramente água deste mar, bom, mar.
Dia astral ao lamber seus dedos cansados, lavanda e lavados, à cerca dos peixes e de qualquer vida afogada na profundidade de mim
Barquinhos e constelações em pesca ou refúgio
Descobrimento ou simples penetração de minhas leves ondas
E se chove são nefastas as lamúrias de minhas faces obscuras águas para um céu gris e pouco abençoado
Para sempre no passado presentemente no banhar do futuro. Inundo vivamente em prantos as mesquinharias terrenas.
Desdenhando a lua. Silêncio! Pausa na montanha de fala
Estou amamentando por meu seio imensidão o naufrágio que é ser vida, virá a ser vida, em prazer vida.
Morrem os desgostos e nascem as nadadeiras
Aproxima-se a hora do sol, de meu amado refugiado, acalentando-me com cores vivas e ilusoriamente amarelas
Ele veio beijar a mim, em meus mil lábios escondidos na transparência de minha pele água.
Surge o novo sem ideia e centenas de carnes reprimidas se banham em mim. Vá Sol!
Exausto estou e farto de visitas vazias. Se furioso me encontro, meus dentes ondas mordem suas colunas vertebrais.
Sujo me encontro no agora, são os tais sentimentos podres que caem sobre o eu ser mar nesta época
No tempo em que fui mar
Não sentia sede
Sensações diversas desaguavam em mim.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Ensaio da Conquista.
Laços e pés descalços
Jeans em retalhos
A lágrima rola pelo rosto
Ardendo a lembrança do viver novo
Cai a noite
Quando as estrelas frouxas brilham para outro moço.
Olvide as regras
Cuspa no chão de quem roga por elas
Deixe o amor esquentando na panela
Imaginei ser teu bem
E por horas ser teu mal
Não digo aquém
Nasce um querer intencional.
Não responde
Não responderá
Uma mensagem
Uma ligação para constar
O ensaio da conquista não te quer libertar
Somente como você está
Frase em que o coração não deve mergulhar.
E se eu for
Para horas passadas não alimentarei.
Ofereço uma lei
Num olhar inóspito te encontrarei
Sou qualquer coisa
Uma paixão desenfreei.
Jeans em retalhos
A lágrima rola pelo rosto
Ardendo a lembrança do viver novo
Cai a noite
Quando as estrelas frouxas brilham para outro moço.
Olvide as regras
Cuspa no chão de quem roga por elas
Deixe o amor esquentando na panela
Imaginei ser teu bem
E por horas ser teu mal
Não digo aquém
Nasce um querer intencional.
Não responde
Não responderá
Uma mensagem
Uma ligação para constar
O ensaio da conquista não te quer libertar
Somente como você está
Frase em que o coração não deve mergulhar.
E se eu for
Para horas passadas não alimentarei.
Ofereço uma lei
Num olhar inóspito te encontrarei
Sou qualquer coisa
Uma paixão desenfreei.
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