segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pandemónio

Animal, refira-se a mim, tal como, animal sou
Assustado, envaidecido, sem ideias, em colapso.
Pandemónio por meus insultos inocentes, vangloriosos, perigosos
Assim, eu, pouco construído, maléfico, bandido de mim, gélido, pálido, iludido.
Leve-me, atraia-me até floresta, mate a mim, com teu arco e flecha, tome meu coração
Coração não meu, imaturo que doeu, emprestado do Deus, Deus da divindade, Deus de mim, desse mundo meu, de Deus e rei em guerra inconstante, vês como és, assim estou agora, massacraste, massacrado.
Palavras corriqueiras, abandone a mim, horrendo de complexidade, mas simples cruel comigo mesmo, urbano, incandescente, louco, impertinente.
Desejos mil, olhos atentos dos carnívoros querendo devorar-me, a mim, filhote politicamente incorreto, incoerente tal hora, mas de desejos mil, não vividos, não proibidos, polémicos. Polemicamente sigo a trajetória, mate a mim, transfira a mim teu ódio, tua veracidade AUMANA, teu mundinho mundano, mate a mim, mas não recorras mais a mim, em transe estou, conhecendo-me, condenando-me, destruindo-me, construindo-me.

sábado, 15 de outubro de 2011

Obra de Ficción Divina

Grán espectaculo, surgen las preguntas, a cual existencia pertenezco yo?
Quisiera saltar de esta vida, mi vida tal cual la tuya, el cielo esta sobre mi, el infierno esconde mis ojos. Nada puedo hacer, todo quiero vivir, todo estoy a perder, me faltan algunas palabras, me falta la poesia, me falta la falsedad, amigo, no aprendi todavía a sobrevivir en esta tierra, tierra que hiciste y que aún haces con la moda de los hermanos, viejos y nuevos.
Empiezo a quedar sin nombre, poco a poco el tiempo se olvida de mi. Sera que Díos se olvidó de mi? Será que el Diablo se olvidó de mi?
No tengo voz ante a ti, mis ojos caen en el suelo, mi cuerpo y sus heridas de las sensaciones vividas, o existidas, y apesar de eso, sigo aqui, por el amor que trae la estoria, la regla es general?
Mi vida és una obra de ficción divina, pero hay capitulos de monotonia, como ahora que estoy entre esas cuatro paredes, en esta habitación, casi morindo, pero falta la muerte. Abriré la ventana y me iré como pajáro, pero esta ya va ser una otra estoria.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Paixão sem Alarde

Maravilha te encontrar desnudo da matéria
Meu amor se confunde a miséria, em minha mente
vagam ideias, insanas e velhas
No verão de dezembro me entreguei a você, fiz de você minha pele, amor que procede, não existe, não nos merece.

Meu eu retraído no casebre de madeira na noite sem lua cheia, você acendeu um cigarro, contou teus casos, sentimentos embaralhados, sem trilha sonora, grande descaso.

Vivi um personagem, meus olhos à margem
do rio fundo, à mercê da opressão de uma paixão sem alarde
Assumi a coragem, revivi o poeta, refiz a malandragem
Meu bem, felicidade não é um direito, é uma pequena parte, uma grande bobagem.

Descubro o teu nome, pseudo loucura, você soube criar a ternura
Meus lábios, gosto de amargura
Danço ao som de Ana, Camélia, piedade por minha aventura
Aqueles olhos vigilantes na estrada, em casa, pré-conceito da imensidão
Sob o meu corpo, um mais trovão.

Vivi um personagem, meus olhos à margem
do rio fundo, à mercê da opressão de uma paixão sem alarde
Assumi a coragem, revivi o poeta, refiz a malandragem
Meu bem, felicidade não é um direito, é uma pequena parte, uma grande bobagem.

Hoje busco a liberdade, jurei a verdade, mas falsas mentiras me atraem
Não me recordo de você, hoje revi você, rememorei o sabor
Reconstituído por tempo e vento
Cumprimente meu novo ser.

Ditadura do Inconsciente

Ame a mim, queira a mim como queres a ti mesmo
Bem ou mal, movidos pelo desejo
Desejo e fúria, corpos confundidos em noite de chuva.

Valores meus desgastados, o sol caiu sobre a terra
Nada tem valor, em horas abandona-se o calor
Calor se foi, agora resta mergulhar em teus braços
Teus pêlos, tuas mãos aveludadas, teus óculos, meu espaço.

Quanto afeto sob este teto, quanta dor em meu peito
Dor sem sentido, dor sem flores, estar só, estar bem
Falo um pouco de mim. Que lhe parece? Estranho animal
Irremediável estou, partirei no próximo trem.

Amarga loucura, quase tudo me resta a saber, tudo que sei é meu nome
Pseudo: fome. Fome de viagem, cruel miragem, sonhar sonhos desfeitos de coragem.
Sinto o declínio da minha democracia interior, eis que armado o golpe: Ditadura do inconsciente, amor inconsequente, amor a toda hora, amor sem precedente, inconsciência urge novas sementes, germinem, aflorem: amor diferente.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Jéssica

Quando percebo meu encontro nos braços teus, sinfonia! Quando mergulho em teu olhar, meia dose de vida! Negra, pequenez, mundo negro, que cores tens pequena flor? Fujo, me resguardo do mundo, lábios teus de adocicar o mundo, mãos tuas de apaziguar olhos meus devastados. Levas consigo sedução, escondes paixão, pássaro, voe por tua liberdade, és majestade gloriosa, negra! Aprendi a amar-te, saberei eu afastar-me?

domingo, 2 de outubro de 2011

Prostituta

Eis que Rainha, maldita, pequena leoa. O que queres da noite celeste?
Por que estás neste vazio, fumaça és, fumaça serás.
De onde veio? Da fome, da multidão cruel, marginalizada pelas estrelas.
Estrelas és ou sonhou em ser? O que queres pequena intensidade? Dor?

Vejo que és amor, pés teus pelo chão da rua dois, quanto é dois mais dois? Cinco para ti, chamo a ti, erro, errante, exata promiscuidade serena.
O que são dois corpos, frio e quente ligados, misturados, distantes de hora, de honra? Relação impetuosa, fervorosa, és medrosa.

Roubas próprios sonhos teus? Ladra! Fios de teu cabelo emprestados da Deusa maligna, creio que tu és maligna, lábios teus, adoçicados e provados por malandros, em feminino, és malandra, inveja a ti mesmo, teu direito narcisista.

Mulher! Callá-te, não há perdón, estás viva por seleção, és forte, fortaleza de teu pranto, alma tua nutrida de episódios piedosos, piedade da estrela que derrama lágrimas por ti, clame aos céus. És digna como pretendes.

sábado, 1 de outubro de 2011

Distúrbio Emocional

Vivo que estou, aqui estou vivo novamente
Cores de terra, luar me enerva
Triste que estou, despido, cumprimente a mim, tragédia.

Segredos em meu espírito, ratos: grande prestígio
Volto ao marco, emoção piedosa, senti calor, acariciei lábios meus com uma rosa
Aqui novamente, mundo cinza, meias histórias, resguardo a proteção, oculto físicos olhos em memória.

Compreendes não a poesia, pouco vento de magia, calamidades durante a hora, hora nossa, minha hora, café em sonhos bem servidos, salve-me pois na cama imensidão estou perdido
Despertar noutro mundo das ideias paralelas, nada quero falar, tudo quero ouvir
Compartilhe comigo, senti.

Sem cores, todavia, venci.