Residindo nesta casa de sensações, sensações minhas, perdidas
Estes quartos terrenos, sombrios, cumprimentados pelo meu eu
Obscuro imaturo, sob este chão minha alegria satírica
Admirada pelo Diabo, Diabo íntimo dos humanos, interligados
Intimamente por uma crosta de sentimentos hostis.
Sirva-se do café negro, ou do chá mulato, nas mãos desta mulata
escravizada, demonizada superficialmente por tempos modernos
Destino, escolha, dedos meus estão sujos de sangue, sangue de ideias
Ideias românticas, não estas pronto para receber-me e atender minhas preces
Cheguei a matar a parte tua que resistia em meu peito, mas como posso, ressuscitei.
Nesta cozinha lavo meus olhos, reinundo este mar de poesia, poesia velha
Castigada por tragédias de outros corpos frágeis e mestiços
Como suportarei esta imensidão sem meu encontro com o fantasioso?
Explique-me, jusitifique minha existência na sala de estar
Contos, vida e morte, sobrevivência por sorte, sou produto de você.
Saías pela janela de minha habitação, mas antes volte ao banheiro
Enxugue algumas lágrimas tuas, permaneça com tuas mãos sobre os azulejos
Brancos e frios, ouvirei a ti, gemendo pela alma, ao tentar encontrar-se
Mass volte ao jardim, estou entre as flores, natural, com tua natureza exposta
Pequenos somos, naturalizados com vozes.
sábado, 17 de setembro de 2011
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Alma e seus Desdenhos.
Alma gritante, exacerbada, por vezes espetaculosa, vibrante como a noite dos sangues ativos, de repente, numa sexta-feira calorosa de setembro ou de falhas, alma entra em declínio, se afoga em ideias mal concedidas. O Diabo não iria reconhecer seus desdenhos, alma masculina, alma feminina, alma angelical desprovida de sexo, o sexo dos amantes, o sexo promíscuo, o sexo por paixão, paixão que se esgota, entanto a alma bebe na fonte das canções de Ana, de Elis, de Arthur e de Marina, pouco conhece a fantasia, incessavelmente perdura na realidade, calúnia virtuá-la como imortal, a alma morre em períodos diários, sem prece ou realizações, se reaviva para novas desilusões. Sofrer é renascer de uma obscuridade e saber crescer sem amores.
Recuerdos (Canção)
Intento encuentrar mi parte
Que se perdio desde que fuístes de mi vida
Cierra esta puerta, los recuerdos no se quedan
Vivos, caigo entre el deseo y la locura,
No podemos mas salvarnos
No digas que lo sientes,despues
De dejar mi vida en pedazos
Talvez por la noche volveré a llamarte
Entre cigarillos y un café
Puedo encuentrar mi calma, pero
Siguen los recuerdos y ternuras que por la
Noche me hacen falta
Siento falta, despues de las 6p.m
Cuando llegaba en casa y te encuentraba
con una sonrisa, y decindo que era todo
lo que soñaras
Empiezo a compreender que ahora somos
Dos extraños,en medio de engaños.
Talvez por la noche volvere a llamarte
Entre cigarillos y un café
Puedo encuentrar mi calma, pero
Siguen los recuerdos y ternuras que por la
Noche me hacen falta
Puedo cierrar mis ojos, pero la traicion
Por la noche me trae toda la estoria
En un Lunes lluvioso, llegaras con rosas
Te darás cuenta que necesitas de mi
Para escribir tu estoria
Talvez por la noche volvere a llamarte
Entre cigarillos y un café
Puedo encuentrar mi calma, pero
Siguen los recuerdos y ternuras que por la
Noche me hacen falta
Los recuerdos no me dejan dormir,
Pero tengo que aceptar a seguir mi camino sin ti.
Que se perdio desde que fuístes de mi vida
Cierra esta puerta, los recuerdos no se quedan
Vivos, caigo entre el deseo y la locura,
No podemos mas salvarnos
No digas que lo sientes,despues
De dejar mi vida en pedazos
Talvez por la noche volveré a llamarte
Entre cigarillos y un café
Puedo encuentrar mi calma, pero
Siguen los recuerdos y ternuras que por la
Noche me hacen falta
Siento falta, despues de las 6p.m
Cuando llegaba en casa y te encuentraba
con una sonrisa, y decindo que era todo
lo que soñaras
Empiezo a compreender que ahora somos
Dos extraños,en medio de engaños.
Talvez por la noche volvere a llamarte
Entre cigarillos y un café
Puedo encuentrar mi calma, pero
Siguen los recuerdos y ternuras que por la
Noche me hacen falta
Puedo cierrar mis ojos, pero la traicion
Por la noche me trae toda la estoria
En un Lunes lluvioso, llegaras con rosas
Te darás cuenta que necesitas de mi
Para escribir tu estoria
Talvez por la noche volvere a llamarte
Entre cigarillos y un café
Puedo encuentrar mi calma, pero
Siguen los recuerdos y ternuras que por la
Noche me hacen falta
Los recuerdos no me dejan dormir,
Pero tengo que aceptar a seguir mi camino sin ti.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Madalena, Poetisa Traída
"É cômico de como surgiu esta crônica, durante uma das aulas de Redação, o professor nos pediu para desenvolver um texto em terceira pessoa contendo as palavras: Lapiseira, Esquimó correndo e Cineclube, eis que desenvolvi esta crônica, somente com estas indicações."
Era uma lapiseira caída no chão depois de versos escritos, assinatura de Madalena, Madalena da vida, de horrores, de canções populares. Seus olhos adormecidos sobre papéis de poemas, os cabelos negros desajeitados, esperando passar duas ou três horas para surtir novos contos. Madalena é poetisa, mas não se considera tal, a depressão corrõe sua carne, a flecha com seu guizo acerta seu coração, que explode paixões, solidão de frente pro mar.
Ela havia se levantado, despertou-se com as trovoadas, o céu estava nublado, Madalena bocejou, correu para uma xícara de café e como de costume acendeu um cigarro. Madalena fora traída pelo amor por quem amava, entrara em estado de coma espiritual, seu amor era intenso, absoluto, nada normal, divino e não passageiro.
O relógio marcava quase quatro horas, ela habitualmente estava atrasada para o encontro do cineclube, espaço de encontro de poetas, românticos desiludidos. Naquela Avenida Moura Filho, número trinta e sete, o cineclube se encontrava, servia-se bebidas para com efeito dopamina, para transceder da realidade inquieta, fumaças de cigarro.
Madalena chegara com teus rascunhos pouco legíveis, naquele sono havia sonhado com outro romance, Madalena está viva, mas era década de setenta, mil novecentas e setenta e um, Elis Regina chegara ao cine e sentara-se junto ao músico.
"Esquimó correndo, liberdade do homem frutificada no ventre da vida, paixão perigosa, mulher proibida, liberdade como esquimó correndo por entre o vazio polar." Madalena apresentara seu pequeno verso refletindo a liberdade, Elis encantara-se com aquelas minuciosas palavras de Madalena brasileira.
Elis Regina sentada junto ao músico, começando em tom alto, iniciava o verso, "Ô Madalena o meu peito percebeu que o mar é uma gota comparada ao pranto meu." Madalena apaixonada tornara-se canção popular na voz da querida Elis.
Era uma lapiseira caída no chão depois de versos escritos, assinatura de Madalena, Madalena da vida, de horrores, de canções populares. Seus olhos adormecidos sobre papéis de poemas, os cabelos negros desajeitados, esperando passar duas ou três horas para surtir novos contos. Madalena é poetisa, mas não se considera tal, a depressão corrõe sua carne, a flecha com seu guizo acerta seu coração, que explode paixões, solidão de frente pro mar.
Ela havia se levantado, despertou-se com as trovoadas, o céu estava nublado, Madalena bocejou, correu para uma xícara de café e como de costume acendeu um cigarro. Madalena fora traída pelo amor por quem amava, entrara em estado de coma espiritual, seu amor era intenso, absoluto, nada normal, divino e não passageiro.
O relógio marcava quase quatro horas, ela habitualmente estava atrasada para o encontro do cineclube, espaço de encontro de poetas, românticos desiludidos. Naquela Avenida Moura Filho, número trinta e sete, o cineclube se encontrava, servia-se bebidas para com efeito dopamina, para transceder da realidade inquieta, fumaças de cigarro.
Madalena chegara com teus rascunhos pouco legíveis, naquele sono havia sonhado com outro romance, Madalena está viva, mas era década de setenta, mil novecentas e setenta e um, Elis Regina chegara ao cine e sentara-se junto ao músico.
"Esquimó correndo, liberdade do homem frutificada no ventre da vida, paixão perigosa, mulher proibida, liberdade como esquimó correndo por entre o vazio polar." Madalena apresentara seu pequeno verso refletindo a liberdade, Elis encantara-se com aquelas minuciosas palavras de Madalena brasileira.
Elis Regina sentada junto ao músico, começando em tom alto, iniciava o verso, "Ô Madalena o meu peito percebeu que o mar é uma gota comparada ao pranto meu." Madalena apaixonada tornara-se canção popular na voz da querida Elis.
Teus Olhos
É tempo de perdão
Teus olhos me traicionam
Escondem a verdade imperfeita.
Tuas mãos me abandonam
Me fazem fugitivo em prantos
Na estrada dos desenganos.
Tua pele derrama drama
Tuas palavras baixas e raras ao redor da cama
Por teus pensamentos manipuláveis inventando tramas.
Em teus passos inseguros reclama meu amor
Confrontado em teu peito com ardor.
Teus olhos me chamam e me perseguem
Me reclamam, me apontam e não percebem
Que somos estranhos em enganos, gritantes a ouvir
O canto do amor, da verdade, do espanto.
Tua criança se esconde na velha esperança
De aladrar-se na infância, do pai, da fome, da lembrança
Tuas mãos concedem vitória, minhas palavras se perdem em tua memória
Teus passos devotos da prece da virgem, do homem, do dia que amanhece.
Sob a Lua
Arraste os sofás, empurre a cama para a direita
Abra a janela, quero me sentar, esperar a Lua
Ela prometeu trazer outros contos, passei o dia
me preparando para esse encontro, por meio dessas luzes que vão se recompondo.
Ninguém espera por pontos, a história está sempre começando
Suas asas vão se renovando, com o brilho da lua que vem chegando.
Eu vou tentando não perder a magia do seu encanto
Mas pela janela também vejo ela, sentada no balanço, sua essência que aos poucos vai me dominando, eu me perco nos traços e recantos.
Através da cortina, quando a lua chega ao meu encontro
Quando vou derramando meu vinho nas taças de cristais brancos
Quero entregar a ela o amor que por muito tempo venho guardando.
Jogo as taças em outro canto, a necessidade por ela me faz correr até a janela e gritar alto seu nome sem mais esperas
Seu olhar me encara com espanto, mas seu sorriso que havia me esperado tanto, naquele instante em que nos beijamos, sob a lua nos iluminando
Bebendo nas taças de cristais brancos, brindando esse amor sem qualquer engano.
Abra a janela, quero me sentar, esperar a Lua
Ela prometeu trazer outros contos, passei o dia
me preparando para esse encontro, por meio dessas luzes que vão se recompondo.
Ninguém espera por pontos, a história está sempre começando
Suas asas vão se renovando, com o brilho da lua que vem chegando.
Eu vou tentando não perder a magia do seu encanto
Mas pela janela também vejo ela, sentada no balanço, sua essência que aos poucos vai me dominando, eu me perco nos traços e recantos.
Através da cortina, quando a lua chega ao meu encontro
Quando vou derramando meu vinho nas taças de cristais brancos
Quero entregar a ela o amor que por muito tempo venho guardando.
Jogo as taças em outro canto, a necessidade por ela me faz correr até a janela e gritar alto seu nome sem mais esperas
Seu olhar me encara com espanto, mas seu sorriso que havia me esperado tanto, naquele instante em que nos beijamos, sob a lua nos iluminando
Bebendo nas taças de cristais brancos, brindando esse amor sem qualquer engano.
Amigo: Personagem Assombroso
Hoje reconheço a ti, provindos de outro plano, reconheço a ti por esse sorriso, seus sonhos inerentes aos meus, seus desdenhos confundidos aos meus. Hoje vivo contigo, celebro contigo a vida desgostosa, doce e traiçoeira. Amigo, estamos na batalha por amores indomáveis, o meu amor, o seu amor nos deixa em casa em qualquer lugar que não nos pertence. Estamos aqui, ou em qualquer parte do mundo, lágrimas e chuva, desejos e tentações, ousadia e medo, espero que afoguemos hoje naquele mar, mar de segundo sustentando nossa confiança. Permita-me errar hoje, evolui, sou um animal pensante, distinto, assim como a ti, e hoje te reconheci, um personagem assombroso da minha imaginação.
Não queira estar Sóbrio
Grupo de singularidades, uma canção bossa nova ou um solo de guitarra, Leila Pinheiro, Amy Winehouse ou Janes Joplin, sente-se neste buteco, recorde-se do amor sacramentado na alma, ou apenas sinta o aroma da cenela em teus lábios, vento frio, sul, canção intrigante. Não queira estar sóbrio, é doloroso, assombroso, o doce é morrer, amargo é descansar no grupo. Suícido carnal, drogas, loucura, vida louca, vida.
O Samba da Nêga
Acompanhem o samba da nêga, teu compasso de lua, teu sambar míudo, ela se esquece dos problemas do mundo, Rio de Janeiro, Bahia, Lisboa, seus olhos divididos na saudade, Lapa, Baiana o Porto. A Nêga quer se provar, beijar 100 lábios, cantar, abusar, abusar da diversidade, ela os convida para qualquer situação.
Pratica-se o Sexo Carnal
Sentimentos, metáforas, química conjunta de nossos corpos, pés, mãos, braços, cabeça razão pela qual o sentimento se inicia, se forma, se estabiliza, coração, metáfora do sentimento, depois de um mês, torna-se ácido, se desestabiliza, surte um novo desejo, vontade carnal do outro, pratica-se o sexo carnal, pouco se conhece o sexo da alma.
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