domingo, 26 de agosto de 2012

Confissão para que Confesses

Sei somente desta vida e por sorte dos ancestrais
Eles me dizem, eles me retrucam, me disfarçam. De algum século passado
Século presente e refinado em qualquer porta, fechada.
Tenho um par de olhos enxergando além do físico. O que dói causando espanto.
Os homens, as mulheres, os animais. Voam para uma caçada. Param para o ranger do coração.
E neste instante inconstante as palavras mergulham na porta de tua casa
Provenientes de vários de mim por tempo. Por espaço. Por paixão aquecida.
Frente a frente não posso lhe dizer. A ética da nova era não me permite
Mas se decidir sonhar e navegar nos braços de horas passadas volte o século
Passos retrógrados e viveremos o romance experimentado em ardor, puramente quente numa palha prestes a incendiar por nossos corpos estalando. Estalando. Cozidos amavelmente.
No âmago da consciência percebo que não és quem proclamaria ser.
Um dia mais passou, fugi, você fugiu e fugimos de nossas tentações.
Disse-me de três paixões buscantes de meus dedos. Não sei, nada perguntarei se consta tua face.
Queira-me para um viver duradouro dourado
Sejamos um romance teatral.

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