Choro do que vivo
Do remédio mal digerido
Da fome mal comida
Destes olhos leves doídos.
E de lá quase nada se absorve
E chove, tanto chove entre os corpos
Ele fala sem falar de quantos amores suportei.
O caminho perigoso de onde a gente permanece
Universais mas sem pele escorraçada
Raios iluminam o mal encontro
Ombros retráídos, pés contraídos. doçúras amargas.
Por beijos não viverei
De ouro fostes
Até o último céu
Morrestes!
Ah, tanta pena!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Nebulosa de Tarântula
Desfaz-se o mundo em cacos particulares
Eloquência de olhares
Em mãos confrontadas
Veias jamais habitadas sendo a gente
Pura gente de ser de carne
a metamorfose de sensações difusas e desconexas
Prestas ou Empréstimos?
Doações simultâneas para expectativas milenares
A esperar, subordinar, almejar sem se confessar.
Confesso de confissões sem remédios
Não há padres
Preces absolutas
Há você e tanta gente de sentimento de corrupta.
Disfarces e nozes como em meio de centenas a segurança de si
Porém a terra por onde vagam em saltos egípcios flutua
Queima-se em fogo desde aqui até a respiração final
Sem descanso
Sem revogar tréguas
Revive-se a cada sonho de uma noite mal pensada
Nada elaborada
em constante movimento
Te habito-me em pesadelos suntuosos para assim ser você confessando-se verdadeiramente a mim
Assim
Sem escrúpulos conscientes
Tudo vadiagem
como parte natural do corpo envolvendo a mente tenebrosa
Embora rica e visitada a escondidas.
Para estas maldições nasce uma nova medida em contraste
Em firmamento morre estrela
nasce estrela
Ergue-se sem notoriedade desde aqui
mas NASCE.
Numa Nebulosa de Tarântula quero acostar-me
Desenvolver-me
Proceder-me como ser infinito
possibilitado das possibilidades do cenário escuro.
Eu vim nascer em corpo
em projeto estrelar
Sem teus olhos aprofundados na matéria de meu ser.
Sendo você, a gente não se é.
Eloquência de olhares
Em mãos confrontadas
Veias jamais habitadas sendo a gente
Pura gente de ser de carne
a metamorfose de sensações difusas e desconexas
Prestas ou Empréstimos?
Doações simultâneas para expectativas milenares
A esperar, subordinar, almejar sem se confessar.
Confesso de confissões sem remédios
Não há padres
Preces absolutas
Há você e tanta gente de sentimento de corrupta.
Disfarces e nozes como em meio de centenas a segurança de si
Porém a terra por onde vagam em saltos egípcios flutua
Queima-se em fogo desde aqui até a respiração final
Sem descanso
Sem revogar tréguas
Revive-se a cada sonho de uma noite mal pensada
Nada elaborada
em constante movimento
Te habito-me em pesadelos suntuosos para assim ser você confessando-se verdadeiramente a mim
Assim
Sem escrúpulos conscientes
Tudo vadiagem
como parte natural do corpo envolvendo a mente tenebrosa
Embora rica e visitada a escondidas.
Para estas maldições nasce uma nova medida em contraste
Em firmamento morre estrela
nasce estrela
Ergue-se sem notoriedade desde aqui
mas NASCE.
Numa Nebulosa de Tarântula quero acostar-me
Desenvolver-me
Proceder-me como ser infinito
possibilitado das possibilidades do cenário escuro.
Eu vim nascer em corpo
em projeto estrelar
Sem teus olhos aprofundados na matéria de meu ser.
Sendo você, a gente não se é.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Escorpião do Deserto
Eu lavo meus pés para este corpo sem nome, refugio e chego em qualquer lugar sem limite, carregando uma cruz nas velhas costas.
A idade pesa o amor mal lavado, as mãos lacrimejam como tais olhos, não cumprimentam, não indicam a rota e viajo sem bagagem, sem calçados nos pés.
O alimento que provo é o ar que me consome.
Nestes ares vulcânicos do segundo de minha respiração mato por compaixão, ressucito por nostalgia e aqui no agora que desde estas palavras se passou em perseguição ao homem de rugas que consta vestido em mim
Diga-me mulher, pois choro sal e provo da pimenta sempre que posso, digo em confusão que a cada minuto ao redor velejo por outros oceanos.
Vou! Não cabe em meus bolsos mesquinharias alheias. Faça o uso do revólver e afronte ao espelho aponto ao meu coração, piuxo o gatilho
O homem para! Retoma sua posição e domina estes lábios impostando sua voz.
Velho rastejando amor devidamente crucificado, banhado de sangue, portando bengalas insiste em assustar este outro espírito velho.
Guerra épica! Ele sempre vence, injetando seus dejetos no buraco em aberto do meu peito
Ah!
Fogem-me os ruídos, apesar de conhecer o Diabo, no quarto escuro temo suas gargalhadas
Pérfidamente vi vidas de ontem sem religião, protestei, reatirei as pedras . . .
Novamente sou mulher, sem os lábios vermelhos, os joelhos mal tratados, busco a lenha, em minha sala acendo a fogueira, exorciso! exorciso! erotismo!
A bruxa, a puta, a sedenta, docemente vingativa.
Não tive o lego, as peças completas para se construir o castelo. O corpo cresceu, a mente seguiu por montar os invioláveis castelos pela metade, e neste segundo nasceu a anedota romântica deste ser, somente ser.
Boas vindas ao deserto, este sonho sem invenção quase tudo se é verdade. A mulher, o homem, o velho, o eu vagando Cem pés na areia
Há a lua, só a nos confundir.
Escorpião do deserto. negro como minha sombra, de meus olhos, de segredos. frágil como espírito embaraçoso, de rancor, de pudor, temorrrrrrrrr.
Mulher-mente, homem-ferrão, veneno maldito envenenando a mim sem máscaras e sem nomes imaculados e estrangeiros
Da morte viro areia
Do sonho viro estrela
Do veneno, imortal.
A idade pesa o amor mal lavado, as mãos lacrimejam como tais olhos, não cumprimentam, não indicam a rota e viajo sem bagagem, sem calçados nos pés.
O alimento que provo é o ar que me consome.
Nestes ares vulcânicos do segundo de minha respiração mato por compaixão, ressucito por nostalgia e aqui no agora que desde estas palavras se passou em perseguição ao homem de rugas que consta vestido em mim
Diga-me mulher, pois choro sal e provo da pimenta sempre que posso, digo em confusão que a cada minuto ao redor velejo por outros oceanos.
Vou! Não cabe em meus bolsos mesquinharias alheias. Faça o uso do revólver e afronte ao espelho aponto ao meu coração, piuxo o gatilho
O homem para! Retoma sua posição e domina estes lábios impostando sua voz.
Velho rastejando amor devidamente crucificado, banhado de sangue, portando bengalas insiste em assustar este outro espírito velho.
Guerra épica! Ele sempre vence, injetando seus dejetos no buraco em aberto do meu peito
Ah!
Fogem-me os ruídos, apesar de conhecer o Diabo, no quarto escuro temo suas gargalhadas
Pérfidamente vi vidas de ontem sem religião, protestei, reatirei as pedras . . .
Novamente sou mulher, sem os lábios vermelhos, os joelhos mal tratados, busco a lenha, em minha sala acendo a fogueira, exorciso! exorciso! erotismo!
A bruxa, a puta, a sedenta, docemente vingativa.
Não tive o lego, as peças completas para se construir o castelo. O corpo cresceu, a mente seguiu por montar os invioláveis castelos pela metade, e neste segundo nasceu a anedota romântica deste ser, somente ser.
Boas vindas ao deserto, este sonho sem invenção quase tudo se é verdade. A mulher, o homem, o velho, o eu vagando Cem pés na areia
Há a lua, só a nos confundir.
Escorpião do deserto. negro como minha sombra, de meus olhos, de segredos. frágil como espírito embaraçoso, de rancor, de pudor, temorrrrrrrrr.
Mulher-mente, homem-ferrão, veneno maldito envenenando a mim sem máscaras e sem nomes imaculados e estrangeiros
Da morte viro areia
Do sonho viro estrela
Do veneno, imortal.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Declaração Nua
Te amo.
Amo inevitavelmente que não posso deixar de amar
Eu te amo bruscamente
Como uma mão cheia que fere a face
Sangra, deixa cor, deixa marca em tempo
Amo irrevogavelmente
A medida em que descubro o que se chama amor
Uma palavra, uma miséria
O sagrado enigma
Amo em medidas não medíveis
Em espaços não voluntários
Amando na dramaturgia do sol
No calor de uma Lua nobre, conhecedora de nós
Eu te amo em palavras gritantes
Desde a rouquidão de minha voz ao contraste dos gritos incessantes de muitos que te amam
Eu te amo diferentemente de eles
Rabisco a frase
Redesenho
Reescrevo
Amo na distância do mapa de dois lugares incongruentes
Me vou em ideia nas bagagens das letras
A 7 passos voluntariamente transporto meu corpo a caminho de passos teus
Amo a ti sem pés, despidos das vestes do orgulho
Desde este poema aos arredores da minha breve loucura
Amo sem saber por compreender
Não sei se amo
Invada as substâncias
Desafie os átomos
Forje novas leis
Traga a resposta
Porém amo sem maiores segredos.
Amo inevitavelmente que não posso deixar de amar
Eu te amo bruscamente
Como uma mão cheia que fere a face
Sangra, deixa cor, deixa marca em tempo
Amo irrevogavelmente
A medida em que descubro o que se chama amor
Uma palavra, uma miséria
O sagrado enigma
Amo em medidas não medíveis
Em espaços não voluntários
Amando na dramaturgia do sol
No calor de uma Lua nobre, conhecedora de nós
Eu te amo em palavras gritantes
Desde a rouquidão de minha voz ao contraste dos gritos incessantes de muitos que te amam
Eu te amo diferentemente de eles
Rabisco a frase
Redesenho
Reescrevo
Amo na distância do mapa de dois lugares incongruentes
Me vou em ideia nas bagagens das letras
A 7 passos voluntariamente transporto meu corpo a caminho de passos teus
Amo a ti sem pés, despidos das vestes do orgulho
Desde este poema aos arredores da minha breve loucura
Amo sem saber por compreender
Não sei se amo
Invada as substâncias
Desafie os átomos
Forje novas leis
Traga a resposta
Porém amo sem maiores segredos.
Pele Mofada
Falta-lhe o tempo
Falta-lhe a memória
Falta-me paciência
Falta-me futuro
Eram reis
Faltou o amor
Falou o amor
Vociferou o coração
Os reis em combate
Um remoendo
O outro enraizado.
A memória secretando o lugar, lugar onde um dia pôde sonhar
O coração fornecendo alimento
Recusa-se
Engasga
Absorve
Vomita
A memória ultrapassa o agora.
Em sua carruagem o passado
Alguém bate a porta do peito
Não é quem se espera
Um vulto, o correio, quase o mundo inteiro
Mas não seu grande segredo.
Anos luz em passagem
No espelho a pele mofada
Uma voz, a miragem.
Entorpeceu
Era um torpor
Vontade de almofada
Alguém passou
Levou o todo
Não restou o quase nada.
sábado, 24 de novembro de 2012
Elyzabeth
O coração do Diabo e o coração da Mulher batendo na mesma intensidade.
Seus pés iam para a rua com direção e sem destino. Um corpo Elyzabeth. Lábios beijados.
Uma mente conturbada. Paixões manchadas no muro.
Fugia ao fugir de si e chorava sem chorar o futuro.
Ela despertou sem intenção, o dia soava, porém o Sol era lâmpada aos olhos da mulher adormecida.
Apaguem o Sol. Faleçam o dia, pois a senhoria não pretende pular da cama, neste espaço seu, o ócio predomina agora.
Até os confins da noite passada passara cantando, o clube estava cheio de seres palpitantes, muitos de homens,e para sorte das garotas o calor exalava seu pecado, seria a noite do mal e do cumprimento de alguns pecados.
Cumprimenta-se o cavalheiro. Desvia-se os olhos. Umedece os lábios e suspira como fogo, qualquer bigode e cavanhaque era indício atracação de corpos, qualquer um poderia ser o pretendente a conceder seu sobrenome e fazer da puta uma senhora proibida. Nalivah, Malarie, Delis, Arina, Corine, Brigitte garotas efêmeras, mulheres de cristal, por supuesto, amantes por desejo.
Entre tantos vulcões, no mar de tanta lava, Elyzabeth rolava uma lágrima na estrutra de seu rosto, matematicamente planejado em plenos traços suaves em sua pele morena enfeitiçada, olhos figurados num poço de mel e como completo ondas de cabelo de castanho de castanhas selecionadas. Nas cordas vocais uma divindade.
Cantando. Encantando. Enfeitiçando. Abrindo feridas.
A puta já não era puta. Elyzabeth fizera-se dama do clube naquele ano de 57. A filha de um imigrante espanhol com a brasileira descendente de índios. Seu tempo era de 27 anos proclamados, recobertos pelo corpo de curvas estrelares. O coração ferido e o whisky preenchendo o copo, cowboy para congestionar o nervosismo rotineiro.
Precisava de um álibi. Brigitte terminava de vestir-se e Elyzabeth aquecia o dorso, descansava a voz e respirava pausadamente, o cigarillo queimando entre os dedos e tragado agora por seus lábios vermelhos e selvagens. Ao confrontar-se com o espelho via a si mergulhada em rios do passado. Amava aquele homem que agora pesava somente abandono.
Torturava sua mente em questões auto-destrutivas, me pertenço? o porquê de estar aqui?, para onde irei?.
Perdoe-me Elyzabeth. Ofereço-te o álcool e seu milagre. Essa dose, muitas doses culminam em palavras reis e frases rainhas. Os olhos pesarão, as pernas começam a tremer quando o equilíbrio desaparece, com esses dedos arranhará a própria face figuradamente, cortará as máscaras, arrancando-as suavemente.
A tal puta que já não é mais puta sangrava sensações melancólicas.
Laurine propietária do Clube tocara seu ombro e ressoava que a hora já era hora. Fantasiando um vestido vermelho feito para seu corpo, usando jóias, expondo sua pele à constelação. Começara com "Basin Street Blues", os cavalheiros se embaçavam, almejavam a notoriedade por aqueles olhos grandes, e reciprocamente tentavam, atentavam por seus olhos, exibiam-se como produtos importados ou de qualidade nacional certificada. Elyzabeth era mulher, clamada como garota. Exposta como diamante.
Um concerto Blues no Clube alimentado por Ela, e personagem descosturando o prazer do cantar. Era o preço para se viver da arte. Aos sábados, segundas e quintas o diamante do espaço cheio. Sextas, domingos, terças e quartas a mulher abandono semeando a velhice de processar o passado.
Aquilo mudaria. O cavalheiro de diamante surgiria no Clube por acaso, por preciosidade um tal poeta, regador dos jardins dos romances mais épicos, jardim em que Elyzabeth plantaria sua rosa sem temer cortar-se mais com os espinhos.
A mulher nada esperava naquele tempo em que as esquinas eram mágoas, em que o álcool um grito, vivendo pesos de personagens da própria mente. O show acabara todas as palmas aplaudiam, vociferavam as vozes, ecoavam os assobios, e um breve aceno e a chama do Obrigado bastaria até o esperar da próxima apresentação.
O whisky aguardava, o cigarro já tragado no palco, agora acendia outro e sentara-se para uma conversa com Brigitte e Corine, as garotas querem ser Elyzabeth, e partilhavam da bebida, contavam suas noites e em tons esperançosos citavam algum cavalheiro ou outro, eram garotas, garotas. Conselhos não são bons. Ela continha em teu silêncio e limitava-se ao dizer de viver intensamente, afinal eram garotas forçadas mulheres.
O tal poeta não aparecera naquela noite, Elyzabeth fugia para casa não tão distante do Clube. A mente confrontava e rememorava todo resto de noite do amor e abandono, o homem que partira sem resquícios levando seus pássaros e cores brilhantes.
Levantar na manhã seguinte seria difícil, é difícil. O sol é como uma lâmpada, apaguem o Sol. A tortura era no minuto do despertar, logo Ela sobreviveria uma vez mais.
O tal poeta aparecerá e todo o curso se movimentará em direção ao futuro transportando a mulher.
O coração do Diabo e o coração da Mulher batendo na mesma intensidade.
Seus pés iam para a rua com direção e sem destino. Um corpo Elyzabeth. Lábios beijados.
Uma mente conturbada. Paixões manchadas no muro.
Fugia ao fugir de si e chorava sem chorar o futuro.
Ela despertou sem intenção, o dia soava, porém o Sol era lâmpada aos olhos da mulher adormecida.
Apaguem o Sol. Faleçam o dia, pois a senhoria não pretende pular da cama, neste espaço seu, o ócio predomina agora.
Até os confins da noite passada passara cantando, o clube estava cheio de seres palpitantes, muitos de homens,e para sorte das garotas o calor exalava seu pecado, seria a noite do mal e do cumprimento de alguns pecados.
Cumprimenta-se o cavalheiro. Desvia-se os olhos. Umedece os lábios e suspira como fogo, qualquer bigode e cavanhaque era indício atracação de corpos, qualquer um poderia ser o pretendente a conceder seu sobrenome e fazer da puta uma senhora proibida. Nalivah, Malarie, Delis, Arina, Corine, Brigitte garotas efêmeras, mulheres de cristal, por supuesto, amantes por desejo.
Entre tantos vulcões, no mar de tanta lava, Elyzabeth rolava uma lágrima na estrutra de seu rosto, matematicamente planejado em plenos traços suaves em sua pele morena enfeitiçada, olhos figurados num poço de mel e como completo ondas de cabelo de castanho de castanhas selecionadas. Nas cordas vocais uma divindade.
Cantando. Encantando. Enfeitiçando. Abrindo feridas.
A puta já não era puta. Elyzabeth fizera-se dama do clube naquele ano de 57. A filha de um imigrante espanhol com a brasileira descendente de índios. Seu tempo era de 27 anos proclamados, recobertos pelo corpo de curvas estrelares. O coração ferido e o whisky preenchendo o copo, cowboy para congestionar o nervosismo rotineiro.
Precisava de um álibi. Brigitte terminava de vestir-se e Elyzabeth aquecia o dorso, descansava a voz e respirava pausadamente, o cigarillo queimando entre os dedos e tragado agora por seus lábios vermelhos e selvagens. Ao confrontar-se com o espelho via a si mergulhada em rios do passado. Amava aquele homem que agora pesava somente abandono.
Torturava sua mente em questões auto-destrutivas, me pertenço? o porquê de estar aqui?, para onde irei?.
Perdoe-me Elyzabeth. Ofereço-te o álcool e seu milagre. Essa dose, muitas doses culminam em palavras reis e frases rainhas. Os olhos pesarão, as pernas começam a tremer quando o equilíbrio desaparece, com esses dedos arranhará a própria face figuradamente, cortará as máscaras, arrancando-as suavemente.
A tal puta que já não é mais puta sangrava sensações melancólicas.
Laurine propietária do Clube tocara seu ombro e ressoava que a hora já era hora. Fantasiando um vestido vermelho feito para seu corpo, usando jóias, expondo sua pele à constelação. Começara com "Basin Street Blues", os cavalheiros se embaçavam, almejavam a notoriedade por aqueles olhos grandes, e reciprocamente tentavam, atentavam por seus olhos, exibiam-se como produtos importados ou de qualidade nacional certificada. Elyzabeth era mulher, clamada como garota. Exposta como diamante.
Um concerto Blues no Clube alimentado por Ela, e personagem descosturando o prazer do cantar. Era o preço para se viver da arte. Aos sábados, segundas e quintas o diamante do espaço cheio. Sextas, domingos, terças e quartas a mulher abandono semeando a velhice de processar o passado.
Aquilo mudaria. O cavalheiro de diamante surgiria no Clube por acaso, por preciosidade um tal poeta, regador dos jardins dos romances mais épicos, jardim em que Elyzabeth plantaria sua rosa sem temer cortar-se mais com os espinhos.
A mulher nada esperava naquele tempo em que as esquinas eram mágoas, em que o álcool um grito, vivendo pesos de personagens da própria mente. O show acabara todas as palmas aplaudiam, vociferavam as vozes, ecoavam os assobios, e um breve aceno e a chama do Obrigado bastaria até o esperar da próxima apresentação.
O whisky aguardava, o cigarro já tragado no palco, agora acendia outro e sentara-se para uma conversa com Brigitte e Corine, as garotas querem ser Elyzabeth, e partilhavam da bebida, contavam suas noites e em tons esperançosos citavam algum cavalheiro ou outro, eram garotas, garotas. Conselhos não são bons. Ela continha em teu silêncio e limitava-se ao dizer de viver intensamente, afinal eram garotas forçadas mulheres.
O tal poeta não aparecera naquela noite, Elyzabeth fugia para casa não tão distante do Clube. A mente confrontava e rememorava todo resto de noite do amor e abandono, o homem que partira sem resquícios levando seus pássaros e cores brilhantes.
Levantar na manhã seguinte seria difícil, é difícil. O sol é como uma lâmpada, apaguem o Sol. A tortura era no minuto do despertar, logo Ela sobreviveria uma vez mais.
O tal poeta aparecerá e todo o curso se movimentará em direção ao futuro transportando a mulher.
O coração do Diabo e o coração da Mulher batendo na mesma intensidade.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Minha Vó tem Rugas.
Os rins pararam
O coração palpita
Dama nobre de cobre vive onde Deus não sabe se habita.
Tuas rugas são como desenhos em teu corpo e face
Onduladas
Condenando sua pouca velhice.
Velha.
Velha de centenas de cheiros
Eu queria bolo
As cores de sua televisão
Seu filme contente para adormecer em seu cobertor.
Ela é dama de pose tropicália
Olhos chiques para lábios pequenos
E falava, falava, falava
Não era a demência
Nós ouvidos para ser platéia.
Um tanto filha
Para tanto mãe
Padecendo avó.
Dama do cais se fosse conto
Apenas o abandono de um navio que rumou para Larissa
Pés de operária e mãos de cetim
Fazendo sofrer
Sofrendo na mesma equivalência.
O coração parou
Cigarro segue aceso na piteira assim como a água esquentando para o café.
Ruínas da fé.
Mariinha para amenizas o peso de Maria Aparecidade
Nome de santa
Santa nada é.
Ela tossiu para alimentar os pulmões
Apito natural avisante de que a senhora estava viva.
Jamais soube.
O cheiro de sua casa me toma
Em qualquer espaço me invade a memória.
Essa mulher é louca
Mas alimenta meu coração num espaço sagrado.
O coração palpita
Dama nobre de cobre vive onde Deus não sabe se habita.
Tuas rugas são como desenhos em teu corpo e face
Onduladas
Condenando sua pouca velhice.
Velha.
Velha de centenas de cheiros
Eu queria bolo
As cores de sua televisão
Seu filme contente para adormecer em seu cobertor.
Ela é dama de pose tropicália
Olhos chiques para lábios pequenos
E falava, falava, falava
Não era a demência
Nós ouvidos para ser platéia.
Um tanto filha
Para tanto mãe
Padecendo avó.
Dama do cais se fosse conto
Apenas o abandono de um navio que rumou para Larissa
Pés de operária e mãos de cetim
Fazendo sofrer
Sofrendo na mesma equivalência.
O coração parou
Cigarro segue aceso na piteira assim como a água esquentando para o café.
Ruínas da fé.
Mariinha para amenizas o peso de Maria Aparecidade
Nome de santa
Santa nada é.
Ela tossiu para alimentar os pulmões
Apito natural avisante de que a senhora estava viva.
Jamais soube.
O cheiro de sua casa me toma
Em qualquer espaço me invade a memória.
Essa mulher é louca
Mas alimenta meu coração num espaço sagrado.
sábado, 17 de novembro de 2012
O Diabo me Adora.
Vacilo entre a noite quando me serpenteio entre possíveis paixões
Me atraco porém nada vejo no obscuro das tentações
Sou medianamente jovem de centenas de corações
Uma metade alucinados e outra metade tementes e devotos.
Caio na lama e banho de terra a pensar que posso ser flor
Não posso ser flor.
Houve dias em que retruquei ao entregar cartas de amor
Eu me pedi mas a ventania somente acalenta o corpo
Passa como passatempo e não retorna mais.
Amanteigo a dor e salgo o corpo depois de alguma frustração
Enxergo de repente pelos meus olhos arregalados e tão meninos
Os pais no cais distantes do meu país
E eu recrutando seres animados para em prazer ao meu encontro
Te conheci e te amo desde o agora até uma palavra fria
Me amarre
Não me crucifique pois o Diabo me adora.
A onda dos sonhos me conduz a diferentes nações
Ora aqui, ora em Amsterdã
Por vezes Carnaval, por séculos numa Ópera
Confesso que ontem amei alguém com tempo
E amarrei as estrelas em seus pés.
Feito sonâmbulo dei passos até o precipício pensante que iria voar
Não me atirei
Apenas escrevo cartas não entregues
A beira de explodir.
Me atraco porém nada vejo no obscuro das tentações
Sou medianamente jovem de centenas de corações
Uma metade alucinados e outra metade tementes e devotos.
Caio na lama e banho de terra a pensar que posso ser flor
Não posso ser flor.
Houve dias em que retruquei ao entregar cartas de amor
Eu me pedi mas a ventania somente acalenta o corpo
Passa como passatempo e não retorna mais.
Amanteigo a dor e salgo o corpo depois de alguma frustração
Enxergo de repente pelos meus olhos arregalados e tão meninos
Os pais no cais distantes do meu país
E eu recrutando seres animados para em prazer ao meu encontro
Te conheci e te amo desde o agora até uma palavra fria
Me amarre
Não me crucifique pois o Diabo me adora.
A onda dos sonhos me conduz a diferentes nações
Ora aqui, ora em Amsterdã
Por vezes Carnaval, por séculos numa Ópera
Confesso que ontem amei alguém com tempo
E amarrei as estrelas em seus pés.
Feito sonâmbulo dei passos até o precipício pensante que iria voar
Não me atirei
Apenas escrevo cartas não entregues
A beira de explodir.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Corpo de Cobra.
Eu vivia um rapaz.
Eu era um rapaz de olhos pontiagudos
De mãos carne em corpo de cobra.
Eu rastejava.
Soava veneno e afogava no próprio
ás vezes afogado e sem morrer.
Esqueci de mencionar: Mordia os próprios lábios.
Em face do que contenho não perdoo.
Sou vitimizado
mas atiro e acabo em mim
na cama
no suor
na poeira.
O ar cheira álcool em tanta gente disforme.
Em letras miúdas me aniquile antes do linguajar da inveja.
Artigo 006/atemporal: Todos possuem o direito de serem sujos e mal lavados em estado de consciência baixa.
Terminarei traído ou na lavagem do amor.
Corpo de cobra
por sobrevivência.
Eu era um rapaz de olhos pontiagudos
De mãos carne em corpo de cobra.
Eu rastejava.
Soava veneno e afogava no próprio
ás vezes afogado e sem morrer.
Esqueci de mencionar: Mordia os próprios lábios.
Em face do que contenho não perdoo.
Sou vitimizado
mas atiro e acabo em mim
na cama
no suor
na poeira.
O ar cheira álcool em tanta gente disforme.
Em letras miúdas me aniquile antes do linguajar da inveja.
Artigo 006/atemporal: Todos possuem o direito de serem sujos e mal lavados em estado de consciência baixa.
Terminarei traído ou na lavagem do amor.
Corpo de cobra
por sobrevivência.
Mañana.
Mañana és él día de las frutas
La partida de la tierra
Temprano paso a paso lejos de aquí.
Mañana és él día de las frutas
Un poco de hombre en la espalda
Un mucho de sangre en la cara porque mañana és él día de las frutas.
Padre sígue vivo en su baja soledad
Y ya estoy fuera de casa
Casa de los ángeles.
Para la sonrisa del Diablo las calles hablán
y de pronto en un domingo por la noche gritán
Son los niños del cielo negro.
Mañana és él dia de las flores
Desperté pero no crecí
Viejo soy en los dientes
La cara dice que voy a correr
No creo
Las frutas no revelan su óllor.
Mañana és él día de los dragones
No tenga la responsabilidad de tocar mi cuerpo
Mañana és él día de cualquier día porque és mi imaginación
Obra del día de mi mente
lejos de la cabeza.
La partida de la tierra
Temprano paso a paso lejos de aquí.
Mañana és él día de las frutas
Un poco de hombre en la espalda
Un mucho de sangre en la cara porque mañana és él día de las frutas.
Padre sígue vivo en su baja soledad
Y ya estoy fuera de casa
Casa de los ángeles.
Para la sonrisa del Diablo las calles hablán
y de pronto en un domingo por la noche gritán
Son los niños del cielo negro.
Mañana és él dia de las flores
Desperté pero no crecí
Viejo soy en los dientes
La cara dice que voy a correr
No creo
Las frutas no revelan su óllor.
Mañana és él día de los dragones
No tenga la responsabilidad de tocar mi cuerpo
Mañana és él día de cualquier día porque és mi imaginación
Obra del día de mi mente
lejos de la cabeza.
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