sexta-feira, 3 de maio de 2013

Resquícios.

Quero não falar qualquer coisa
Coisa em vãos, coisas sem amarras
Ou palavras que não absorvam.
Por um momento sou desbocado
Mal criado, sem juízo, impertinente
Um bicho indomável, um rapaz intolerável
Seu afago, tua falta de paz, tua miragem distorcida.

Veja, possuiu a mim as coisas costuradas e remendadas
Porém belas, e trazidas como flor para você.
Se não te recordas
Neste intuito encanto nada posso fazer.
Faço sempre hora, não calo
Nada falo, tudo quero mentir
Omitir
Te contrair, te desabotoar, te desmentir
Não te esquives
Não te vadias
Nada é ordem 
Tudo é para o acalentar de duas proles
Dois polens
Crescidos
Pouco ou mal vividos
Mudos, falantes
Desde esses dois aos outros proibidos.
Mire como sou
Fale o que vês

Só posso aquilo que me ofereces
Por lei
Por olhar
Desde que entreguei meu corpo nu, jogado e frágil.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Animal Muerto

Calmaria 
Ao aqui
Calmaria.
Tempestade ao passado
Léguas descompassadas
Passos detrás
Luz retraz
Ao ambiente mastigada flor
Olor
Trazida dor
Um corpo torpor
Faceta de rapaz predador.
Abraça-me ao meu físico
Da fotografia revelada
Do de dentro revelado
Revelações perdidas
Fuego y Gasolina!
Queime-me no início da vista 
Pela corrida até ao alcançar da alma
Calmaria
Forte vento
Dois distantes
Fiera Herida!

Llórando no se borra, alimenta!
Y alimento
Este Animal Muerto
que vive dentro de mi.


terça-feira, 2 de abril de 2013

O nariz vermelho do homem pintado

Teu sorriso brota desde a flor do quereres.
Homem pintado a quanto andas?
De que cores são teus olhos?

Coloridos como queres!
Ao encontrar de belos olhos 
À repousar sob o sol  
Margarida florinda 
Bem me quer, mal me quer?

Bem me quer, mal me quer ...
Bem me quer, mal me quer ...
Bem o quero enquanto ser mágico
Do desenho
da pintura
Para este amor ...
A canção de amor do palhaço!

(Canção: O Circo de Giovana Adoración)

O nariz vermelho do homem pintado.



Desta imensidão de onde vago
Vagabundo em cores fartas
Trajo trajes cintilantes
Lábios condensados
Tragando palavras Sorrisos
Trazeres centenas de bem quereres.

Ao redor tudo o mais encanta
Penetra e dança
Ao bailar de ares diferentes
Disfarças!
Tens centenas de farsas
Verdadeiras faces 
Num sorriso malabares!

Dentes a reluzir o ouro da alma
Não caminho
Bailo ao som sentido
da pessoa
do gesto acanhado
Colorido este rosto desperta oito sentidos.

Visão, Audição, Paladar, Olfato, Tato!
Imaginação
Persuasão 
Emoção
Por estes olhos alimenta o mundo 
Em cores fagulhando 
De qualquer peso fenece o cinza.

Ao chegar
Ao se pintar
Ao declamar
Poetizar ao enobrecer das mãos
Sem idade o palhaço não morre
Redesenha a vida às portas da eternidade.
Cai.
Ao chão se baila!

O castelo não basta construir
Há que pintar
Não ilude, não quer mentir
Viaja, faz graça
Dos sorrisos maliciosos aos enfermos dengosos
Fará toda a gente sorrir.

Na boca do palhaço pedra vira poesia
Circo
Malabares
Fantasia!
Aos pequenos, toda a sorte de suas cantigas.

Tragédia
Crítica vociferar
Como na selva
O homem livre
De cores quer se libertar
O Homem
O Clown
A rua de toda gente
Observa consentir.

É do tempo, do agora
Do amanhã, da imaginação aguçada!
De todo o nós
Dentro de nós
Ser que ri e chora
Fagulhando em tons
Absorto em cores
Oferecendo flores

O palhaço ama o mundo em dores.





Video Game

Se os olhos já não dizem

Game Over!


quinta-feira, 28 de março de 2013

Rio de Janeiro

Um dia morri
Em pedaços desfeito em fragmentos do espaço
Na tentativa falha de amar
Amando alguém com algo em entrelinhas
Entre versos a conquista alucina
Somente minha conquista, amor
Abstrato congelado
Quente nefasto
Consumado a mim
Bebido por alguém
Nas juras de alguém algo que amei,
No mais todavia amo.
Dor lúgubre pleiteando tua morada
Eu
De dentes sedentos, mordendo meus braços
Na tentativa de fornecer ao corpo meu marcas do teu, agora longínquo
no distante ali.
A cidade esconde neste verso que não nos aproxima
Em caminhadas urbanas o outro é aquele alguém
que agora dorme
Sempre dormirá para o consciente
Porém em inconsciente farto alimentado segue ardendo em chamas.
Perdoe-me!
Esse alguém me chama para dormirmos pois a hora já é tarde
Sim, pois estes versos brotam do meu inconsciente.
Que tenhamos a mais valiosa noite de amor, eu e aquele alguém do sonho infinito
De ouro.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Poeta Nu

Desde os versos do poeta nasce.
Nasce calúnias
Injúrias
Separações.
Nasce Glória
Maria
Laryssa.
De seus órgãos metamorfoses múltiplas transcorrendo o corpo
Combate degenerador lubrificando a entrada da vida.
Correm em tuas palavras horrores, odores, dores, dolores, um colapso de amores
Flores de papel
Um rapaz sem anel.
Nasce o poeta de um poeta criador
Escrevendo, contornando, apagando
Queimando em chamas de prazer, de comer, de crescer por fenecer
Rebenta a Lua
Tranca o Sol
Faz de teus calos a prova de fogo do temor proveniente de seus ossos
De: Sustentação
Para: Futuros enamorados
De quem os lê, os aprecia, ou não os entende.
Tenha fé no poeta
Em tua caricatura
Em teus dedos e olhares desequilibrados.
Digo a ti que o tal não morre
Se enterra nas vagantes frases
viajando por todo o infinito sempre em tua memória.
O poeta não ama
Não sabe amar
Mas sempre vive um imenso amor.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Amor de Segunda-Feira

Não terei esse amor de segunda-feira
Importunando
Me cheirando
Querendo tanto me mastigar.

Se sol ou se chuva
Se canhões ou borrões de memória
Os vulcões estão caóticos
Mas nada
Nada desse amor de segunda-feira.

Tantas feiras e na segunda-feira
O criador não dispõe criaturas a minha escolha
Ao meu encontro
Só por desencontro
Um jogo
Só para eu me perder.

Estou saindo na rua
Me encontre
Me olhe
Diga com os olhos que sou qualquer espera de tua longa espera
Por prazer
creio em mentiras saudáveis
Até o chegar de minha velhice.

Mas ainda aqui
Estou à espera do amor de segunda-feira!

domingo, 3 de março de 2013

Defeito de Fabricação.

Meu nome é qualquer fato desde o querer de ter nome
De natureza ou por artifícios
Cansei-me de regras naturais
ou do álcool concertando-me
Sou semente!

Abro-te carícias para imensos quereres
Se não queres sou pouca honra
Se queres sou pérola rara
Até o tempo de duração.
Um produto tem data de validade
Sou mercado espiritualizado!
Dosado com dosagens de paixão.

Até outra hora lágrimas e lamas entre eu e eu
Fui
Viajei
Voltem com as bagagens do interior fartas e turbulentas
Vivo na cidade e no prazer de tuas dores
De manchas e polêmicas cores
Eu sou anúncio!
Sou homem e mulher, qualquer sensibilidade apreendida.

Encarei os novos
E quis novas caras para norte individual
O que logrei foi uma espada e um punhal
Essas carinhas só fornecem prazer
Ante poucos degraus
Com essa escada nada posso crescer!
Os matei!
Queriam  me matar
Imortal que sou, dizia a embalagem.

Algo não ecoava bem
Não soava como uma boa canção
Era eu
Ainda não sabia se era bom ou mal ou só homem.
Descobri que amara e amado não era
Defeito de fabricação!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Neandertal

Com o toque frio de suas mãos dizia
Me causa náuseas
Com teus olhos crucificados aos meus
Não és o que quero mas és carne e te devoro
Com teu beijo repartido remendado
Somente saliva sem considerações finais ou intermediárias
Com tuas palavras mínimas acompanhadas de ponto final
Não escreva-me sou cego ante ao teu lirismo retrógrada
Escraveei-me em palavras escavadas
Escavando
Escavando
ao fim entregar a um Neandertal.
Tua chegada cronometrada
A hora deste encontro é o ouro que não possues
Teu calor frio anunciando o que deveras sem começar acaba sem pedir licença.
Amanheceu!
Sem álcool
Sem escuridão
Marchaté!
Era o que sempre quis dizer.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De Velho Ouro

Choro do que vivo
Do remédio mal digerido
Da fome mal comida
Destes olhos leves doídos.

E de lá quase nada se absorve
E chove, tanto chove entre os corpos
Ele fala sem falar de quantos amores suportei.

O caminho perigoso de onde a gente permanece
Universais mas sem pele escorraçada
Raios iluminam o mal encontro
Ombros retráídos, pés contraídos. doçúras amargas.

Por beijos não viverei
De ouro fostes
Até o último céu
Morrestes!
Ah, tanta pena!