Acompanhem o samba da nêga, teu compasso de lua, teu sambar míudo, ela se esquece dos problemas do mundo, Rio de Janeiro, Bahia, Lisboa, seus olhos divididos na saudade, Lapa, Baiana o Porto. A Nêga quer se provar, beijar 100 lábios, cantar, abusar, abusar da diversidade, ela os convida para qualquer situação.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Pratica-se o Sexo Carnal
Sentimentos, metáforas, química conjunta de nossos corpos, pés, mãos, braços, cabeça razão pela qual o sentimento se inicia, se forma, se estabiliza, coração, metáfora do sentimento, depois de um mês, torna-se ácido, se desestabiliza, surte um novo desejo, vontade carnal do outro, pratica-se o sexo carnal, pouco se conhece o sexo da alma.
Fêmeas da terra
Admitindo-se, o encontro de cinco é saboroso, um pouco fatal, um pouco soberano, demasiadamente prazeroso, o contato com suas particularidades, seus diferentes cabelos e lábios, seus corpos distintos, fêmeas do amor, fêmeas da terra, seus desdenhos e travessuras, enobrecem e servem de alimento para o alento de minha alma, que enaltece com seus sorrisos e tragédias.
Juventude Passivamente Pacífica
É cômico a situação em que nos encontramos, corrupção, violência e fome, a juventude hoje passiva, inflexível ante as questões mundiais, a pacificidade, a cordialidade passam a ser defeitos, preocupados em quais linguas beijarão, ou quais as marcas contemplarão. Tudo isso é mísero, falta-se guerra social, protesto, intolerância para com a subservisidade agiota.
Inferno em Disfarçes
Por onde vaga a melodia? Os acordes acompanhados de vozes da solidão, onde se encontra o meu eu? Intercalado por este inferno em disfarçes de vida ponderada entre o dia griz e o sol renascente. Onde estou? entre baralhos, guerras e torturas, revivendo os anos de Chumbo pela ferocidade deste senhor, onde se encontra a melodia metafórica? Salvem a menina.
Amor Meu
Sonhei com você, em algumas horas provei do teu querer, neste contexto de infinitas possibilidades, minha fala é finita, meu amor é soberano, e ouvi tua voz, num banco de bar, pouco provável, porém com as vestes que lhe faz jus, adoramos este breve encontro, despertando do sonho a repudir a carne pela manhã, sonhastes o mesmo? por esta noite sentiste e falarás?
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Terceiro Olho Desgostoso
A pirâmide da paixão, o terceiro olho desgostoso, paira sobre nós a crueldade, somos seres finitos, dotados de corrupção, roubas meus desejos, o querer da voz oculta, roubo teu ego, agora, confundido a imensidão do Everest, o que sou eu dentro da minha singularidade?
Somente o desejo corrompido, estou urgindo por ser superficial como a matéria viva, porém vivo na força da intensidade, nas diretrizes da alma e seus anseios.
Somente o desejo corrompido, estou urgindo por ser superficial como a matéria viva, porém vivo na força da intensidade, nas diretrizes da alma e seus anseios.
É Mesquinho!
É mesquinho, é misero o artista que não se rende ao fã, artista faz arte, está em constante contato com seu interior e cria seu mundo paralelo, um mundo convidativo para que um certo grupo se adeque, se identifique, se unifique. É um lamaçal de ideias que a mídia propõe, reinventar faces em prol de um mundo capitalista para que comprem seus discos é balela, mas apresentar-se como humano é caretice.
Correntes Capitalistas Íntimas
E desesperadamente não podemos mais nos conter em vigiar os ponteiros, reclamar por nossas liberdades individuais, estamos nos agredindo emocionalmente, nossas almas estão em chamas, gritantes ao eco do silêncio, torturando a você, a mim, quase matando. Ou é hora, hora de nos libertarmos das correntes capitalistas e superficiais ou suportarmos o vão carente de amor.
Encontro Catastrófico
Faz uns anos em que me deparei com você, foi de repente, inesperado, chegando a ser assombroso. Sobre mim uma catástrofe de sensações, olhos meus cegaram mirando os teus, algo preencheu o vão dilacerado da espera, 1, 2, 3, 30 segundos, alma transcendeu, meu mundo caiu em barbaridade, pois tudo que envolve você, é tempestade, tragédia, passional, hispânica, jovial.
Vivo agora a mercê de um novo encontro, a fim de me desconstruir e enaltecer a alma.
Vivo agora a mercê de um novo encontro, a fim de me desconstruir e enaltecer a alma.
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