terça-feira, 2 de abril de 2013

O nariz vermelho do homem pintado

Teu sorriso brota desde a flor do quereres.
Homem pintado a quanto andas?
De que cores são teus olhos?

Coloridos como queres!
Ao encontrar de belos olhos 
À repousar sob o sol  
Margarida florinda 
Bem me quer, mal me quer?

Bem me quer, mal me quer ...
Bem me quer, mal me quer ...
Bem o quero enquanto ser mágico
Do desenho
da pintura
Para este amor ...
A canção de amor do palhaço!

(Canção: O Circo de Giovana Adoración)

O nariz vermelho do homem pintado.



Desta imensidão de onde vago
Vagabundo em cores fartas
Trajo trajes cintilantes
Lábios condensados
Tragando palavras Sorrisos
Trazeres centenas de bem quereres.

Ao redor tudo o mais encanta
Penetra e dança
Ao bailar de ares diferentes
Disfarças!
Tens centenas de farsas
Verdadeiras faces 
Num sorriso malabares!

Dentes a reluzir o ouro da alma
Não caminho
Bailo ao som sentido
da pessoa
do gesto acanhado
Colorido este rosto desperta oito sentidos.

Visão, Audição, Paladar, Olfato, Tato!
Imaginação
Persuasão 
Emoção
Por estes olhos alimenta o mundo 
Em cores fagulhando 
De qualquer peso fenece o cinza.

Ao chegar
Ao se pintar
Ao declamar
Poetizar ao enobrecer das mãos
Sem idade o palhaço não morre
Redesenha a vida às portas da eternidade.
Cai.
Ao chão se baila!

O castelo não basta construir
Há que pintar
Não ilude, não quer mentir
Viaja, faz graça
Dos sorrisos maliciosos aos enfermos dengosos
Fará toda a gente sorrir.

Na boca do palhaço pedra vira poesia
Circo
Malabares
Fantasia!
Aos pequenos, toda a sorte de suas cantigas.

Tragédia
Crítica vociferar
Como na selva
O homem livre
De cores quer se libertar
O Homem
O Clown
A rua de toda gente
Observa consentir.

É do tempo, do agora
Do amanhã, da imaginação aguçada!
De todo o nós
Dentro de nós
Ser que ri e chora
Fagulhando em tons
Absorto em cores
Oferecendo flores

O palhaço ama o mundo em dores.





Video Game

Se os olhos já não dizem

Game Over!


quinta-feira, 28 de março de 2013

Rio de Janeiro

Um dia morri
Em pedaços desfeito em fragmentos do espaço
Na tentativa falha de amar
Amando alguém com algo em entrelinhas
Entre versos a conquista alucina
Somente minha conquista, amor
Abstrato congelado
Quente nefasto
Consumado a mim
Bebido por alguém
Nas juras de alguém algo que amei,
No mais todavia amo.
Dor lúgubre pleiteando tua morada
Eu
De dentes sedentos, mordendo meus braços
Na tentativa de fornecer ao corpo meu marcas do teu, agora longínquo
no distante ali.
A cidade esconde neste verso que não nos aproxima
Em caminhadas urbanas o outro é aquele alguém
que agora dorme
Sempre dormirá para o consciente
Porém em inconsciente farto alimentado segue ardendo em chamas.
Perdoe-me!
Esse alguém me chama para dormirmos pois a hora já é tarde
Sim, pois estes versos brotam do meu inconsciente.
Que tenhamos a mais valiosa noite de amor, eu e aquele alguém do sonho infinito
De ouro.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Poeta Nu

Desde os versos do poeta nasce.
Nasce calúnias
Injúrias
Separações.
Nasce Glória
Maria
Laryssa.
De seus órgãos metamorfoses múltiplas transcorrendo o corpo
Combate degenerador lubrificando a entrada da vida.
Correm em tuas palavras horrores, odores, dores, dolores, um colapso de amores
Flores de papel
Um rapaz sem anel.
Nasce o poeta de um poeta criador
Escrevendo, contornando, apagando
Queimando em chamas de prazer, de comer, de crescer por fenecer
Rebenta a Lua
Tranca o Sol
Faz de teus calos a prova de fogo do temor proveniente de seus ossos
De: Sustentação
Para: Futuros enamorados
De quem os lê, os aprecia, ou não os entende.
Tenha fé no poeta
Em tua caricatura
Em teus dedos e olhares desequilibrados.
Digo a ti que o tal não morre
Se enterra nas vagantes frases
viajando por todo o infinito sempre em tua memória.
O poeta não ama
Não sabe amar
Mas sempre vive um imenso amor.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Amor de Segunda-Feira

Não terei esse amor de segunda-feira
Importunando
Me cheirando
Querendo tanto me mastigar.

Se sol ou se chuva
Se canhões ou borrões de memória
Os vulcões estão caóticos
Mas nada
Nada desse amor de segunda-feira.

Tantas feiras e na segunda-feira
O criador não dispõe criaturas a minha escolha
Ao meu encontro
Só por desencontro
Um jogo
Só para eu me perder.

Estou saindo na rua
Me encontre
Me olhe
Diga com os olhos que sou qualquer espera de tua longa espera
Por prazer
creio em mentiras saudáveis
Até o chegar de minha velhice.

Mas ainda aqui
Estou à espera do amor de segunda-feira!

domingo, 3 de março de 2013

Defeito de Fabricação.

Meu nome é qualquer fato desde o querer de ter nome
De natureza ou por artifícios
Cansei-me de regras naturais
ou do álcool concertando-me
Sou semente!

Abro-te carícias para imensos quereres
Se não queres sou pouca honra
Se queres sou pérola rara
Até o tempo de duração.
Um produto tem data de validade
Sou mercado espiritualizado!
Dosado com dosagens de paixão.

Até outra hora lágrimas e lamas entre eu e eu
Fui
Viajei
Voltem com as bagagens do interior fartas e turbulentas
Vivo na cidade e no prazer de tuas dores
De manchas e polêmicas cores
Eu sou anúncio!
Sou homem e mulher, qualquer sensibilidade apreendida.

Encarei os novos
E quis novas caras para norte individual
O que logrei foi uma espada e um punhal
Essas carinhas só fornecem prazer
Ante poucos degraus
Com essa escada nada posso crescer!
Os matei!
Queriam  me matar
Imortal que sou, dizia a embalagem.

Algo não ecoava bem
Não soava como uma boa canção
Era eu
Ainda não sabia se era bom ou mal ou só homem.
Descobri que amara e amado não era
Defeito de fabricação!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Neandertal

Com o toque frio de suas mãos dizia
Me causa náuseas
Com teus olhos crucificados aos meus
Não és o que quero mas és carne e te devoro
Com teu beijo repartido remendado
Somente saliva sem considerações finais ou intermediárias
Com tuas palavras mínimas acompanhadas de ponto final
Não escreva-me sou cego ante ao teu lirismo retrógrada
Escraveei-me em palavras escavadas
Escavando
Escavando
ao fim entregar a um Neandertal.
Tua chegada cronometrada
A hora deste encontro é o ouro que não possues
Teu calor frio anunciando o que deveras sem começar acaba sem pedir licença.
Amanheceu!
Sem álcool
Sem escuridão
Marchaté!
Era o que sempre quis dizer.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De Velho Ouro

Choro do que vivo
Do remédio mal digerido
Da fome mal comida
Destes olhos leves doídos.

E de lá quase nada se absorve
E chove, tanto chove entre os corpos
Ele fala sem falar de quantos amores suportei.

O caminho perigoso de onde a gente permanece
Universais mas sem pele escorraçada
Raios iluminam o mal encontro
Ombros retráídos, pés contraídos. doçúras amargas.

Por beijos não viverei
De ouro fostes
Até o último céu
Morrestes!
Ah, tanta pena!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Nebulosa de Tarântula

Desfaz-se o mundo em cacos particulares
Eloquência de olhares
Em mãos confrontadas
Veias jamais habitadas sendo a gente
Pura gente de ser de carne
a metamorfose de sensações difusas e desconexas
Prestas ou Empréstimos?
Doações simultâneas para expectativas milenares
A esperar, subordinar, almejar sem se confessar.
Confesso de confissões sem remédios
Não há padres
Preces absolutas
Há você e tanta gente de sentimento de corrupta.
Disfarces e nozes como em meio de centenas a segurança de si
Porém a terra por onde vagam em saltos egípcios flutua
Queima-se em fogo desde aqui até  a respiração final
Sem descanso
Sem revogar tréguas
Revive-se a cada sonho de uma noite mal pensada
Nada elaborada
em constante movimento
Te habito-me em pesadelos suntuosos para assim ser você confessando-se verdadeiramente a mim
Assim
Sem escrúpulos conscientes
Tudo vadiagem
como parte natural do corpo envolvendo a mente tenebrosa
Embora rica e visitada a escondidas.
Para estas maldições nasce uma nova medida em contraste
Em firmamento morre estrela
nasce estrela
Ergue-se  sem notoriedade desde aqui
mas NASCE.
Numa Nebulosa de Tarântula quero acostar-me
Desenvolver-me
Proceder-me como ser infinito
possibilitado das possibilidades do cenário escuro.
Eu vim nascer em corpo
em projeto estrelar
Sem teus olhos aprofundados na matéria de meu ser.
Sendo você, a gente não se é.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Escorpião do Deserto

Eu lavo meus pés para este corpo sem nome, refugio e chego em qualquer lugar sem limite, carregando uma cruz nas velhas costas.
A idade pesa o amor mal lavado, as mãos lacrimejam como tais olhos, não cumprimentam, não indicam a rota e viajo sem bagagem, sem calçados nos pés.
O alimento que provo é o ar que me consome.
Nestes ares vulcânicos do segundo de minha respiração mato por compaixão, ressucito por nostalgia e aqui no agora que desde estas palavras se passou em perseguição ao homem de rugas que consta vestido em mim
Diga-me mulher, pois choro sal e provo da pimenta sempre que posso, digo em confusão que a cada minuto ao redor velejo por outros oceanos.
Vou! Não cabe em meus bolsos mesquinharias alheias. Faça o uso do revólver e afronte ao espelho aponto ao meu coração, piuxo o gatilho
O homem para! Retoma sua posição e domina estes lábios impostando sua voz.
Velho rastejando amor devidamente crucificado, banhado de sangue, portando bengalas insiste em assustar este outro espírito velho.
Guerra épica! Ele sempre vence, injetando seus dejetos no buraco em aberto do meu peito
Ah!
Fogem-me os ruídos, apesar de conhecer o Diabo, no quarto escuro temo suas gargalhadas
Pérfidamente vi vidas de ontem sem religião, protestei, reatirei as pedras . . .
Novamente sou mulher, sem os lábios vermelhos, os joelhos mal tratados, busco a lenha, em minha sala acendo a fogueira, exorciso! exorciso! erotismo!
A bruxa, a puta, a sedenta, docemente vingativa.
Não tive o lego, as peças completas para se construir o castelo. O corpo cresceu, a mente seguiu por montar os invioláveis castelos pela metade, e neste segundo nasceu a anedota romântica deste ser, somente ser.
Boas vindas ao deserto, este sonho sem invenção quase tudo se é verdade. A mulher, o homem, o velho, o eu vagando Cem pés na areia
Há a lua, só a nos confundir.
Escorpião do deserto. negro como minha sombra, de meus olhos, de segredos. frágil como espírito embaraçoso, de rancor, de pudor, temorrrrrrrrr.
Mulher-mente, homem-ferrão, veneno maldito envenenando a mim sem máscaras e sem nomes imaculados e estrangeiros
Da morte viro areia
Do sonho viro estrela
Do veneno, imortal.